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Trump afirma que Putin aceitou convite para o ‘Conselho da Paz’; líder russo ainda estuda proposta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (21) que Vladimir Putin, líder da Rússia, aceitou o convite para integrar o ‘Conselho da Paz’ voltado para Gaza. Entretanto, antes dessa declaração, Putin informou que ainda estava analisando a proposta.

Declarações de Trump e Putin

Trump fez suas declarações durante uma coletiva com repórteres após um encontro com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, no Fórum Econômico Mundial, realizado na Suíça. Ele comentou: ‘Ele foi convidado. Ele aceitou’. No entanto, aproximadamente uma hora antes, a agência russa Tass reportou que Putin havia instruído o Ministério das Relações Exteriores a avaliar o convite.

Durante uma reunião do Conselho de Segurança russo, Putin afirmou: ‘O Ministério das Relações Exteriores da Rússia recebeu instruções para analisar os documentos recebidos, consultar parceiros estratégicos e, somente então, responder ao convite’.

Proposta de financiamento e a visão de Putin

Putin também mencionou a possibilidade de destinar US$ 1 bilhão para garantir um assento permanente no Conselho da Paz, sob a condição de que os fundos sejam provenientes de ativos russos que estão congelados nos Estados Unidos. Ele comentou que a iniciativa de Trump pode representar uma oportunidade para um acordo no Oriente Médio, mas indicou que ainda não havia tomado uma decisão definitiva sobre sua participação.

Conselho da Paz e suas implicações

O Conselho da Paz é uma estrutura proposta por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza, com a possibilidade de se envolver em outros conflitos internacionais no futuro. Documentos obtidos pela agência Reuters revelam que Trump terá um mandato vitalício como presidente do conselho.

Países que desejarem um assento permanente terão que contribuir com US$ 1 bilhão (equivalente a R$ 5,3 bilhões), e os recursos serão geridos por Trump. Já nações como Argentina, Hungria e Marrocos aceitaram o convite, enquanto o Brasil ainda está avaliando a proposta.

Reações e preocupações globais

O envio de convites por Trump gerou apreensão entre autoridades internacionais, especialmente na Europa, com diplomatas temendo que essa iniciativa possa enfraquecer a ONU. Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), alertou para as falhas estruturais do conselho, que concentraria poder excessivo nas mãos de Trump.

‘Há um temor real de que o Conselho se torne uma espécie de ONU paralela, controlada pelos Estados Unidos’, afirmou Stuenkel. Além disso, ele levantou questões sobre possíveis conflitos de interesse, uma vez que Trump nomeou seu genro, Jared Kushner, e o conselheiro Steve Witkoff para integrar a estrutura, ambos com interesses comerciais na região de Gaza.

Perguntas frequentes

Qual é o objetivo do Conselho da Paz? O Conselho da Paz visa atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza, além de potencialmente se envolver em outros conflitos internacionais.

Quem aceitará o convite para o Conselho da Paz? Países interessados em um assento permanente devem contribuir com US$ 1 bilhão, que será administrado por Trump.

Qual foi a reação de Putin ao convite? Putin indicou que ainda está avaliando a proposta e que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia analisará os documentos antes de responder.

Quais países já aceitaram o convite? Argentina, Hungria e Marrocos já aceitaram o convite para integrar o Conselho da Paz.

Qual é a preocupação dos diplomatas sobre o Conselho da Paz? Diplomatas expressaram receio de que a iniciativa de Trump possa enfraquecer a ONU e criar uma estrutura paralela dominada pelos Estados Unidos.

Quem são os nomeados por Trump para o Conselho da Paz? Trump nomeou seu genro, Jared Kushner, e o conselheiro Steve Witkoff, ambos com interesses comerciais na região de Gaza.

Fonte: https://g1.globo.com

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