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Resident Evil Requiem: Um Novo Capítulo que Une Diferentes Estilos de Jogo

Na semana passada, a Capcom trouxe o Voxel para uma experiência de três horas jogando Resident Evil Requiem, em um evento presencial que apresentou uma visão abrangente do que esperar do próximo capítulo da série. Durante a sessão, pudemos explorar partes da campanha de Leon e Grace, dois protagonistas com propostas bem distintas, mas que se encontram no mesmo cenário durante a demonstração.

Cenário Compartilhado e Atmosfera Tensa

Ambas as histórias se desenrolam em um hospital que revela gradualmente indícios de ter sido utilizado para experimentos bioterroristas. Este local serve como um ponto de encontro para os dois personagens e é fundamental para apresentar o clima, a estrutura e os conceitos centrais de Requiem, que oscilam entre momentos de tensão, exploração e ação.

A proposta da Capcom é clara: integrar modernidade enquanto preserva as raízes da franquia. Ao invés de seguir uma única abordagem, o jogo oferece duas experiências complementares, com Leon se concentrando na ação e Grace se aproximando do survival horror clássico. Essa distinção parece ser uma escolha deliberada, visando agradar diferentes públicos dentro da base de fãs de Resident Evil.

Um Passo à Frente em Relação ao Passado

Desde os primeiros anúncios, muitos temiam que Requiem pudesse repetir os erros de Resident Evil 6, que tentou misturar ação, aventura, furtividade e terror, mas falhou em estabelecer uma identidade clara. No entanto, a experiência com a versão jogável indica que a Capcom aprendeu com suas falhas. Apesar das propostas distintas de Leon e Grace, o design do jogo mantém uma coesão que evita a sensação de que cada campanha pertence a um gênero isolado.

Enquanto Resident Evil 6 lutou com a superabundância de sistemas e mudanças abruptas de ritmo, Requiem apresenta transições mais suaves, utilizando o ambiente, a narrativa e o comportamento dos inimigos para justificar a mudança entre momentos de tensão e combate. O resultado, ao menos nas três horas jogadas, é um título que consegue unir modernidade, nostalgia, ação e survival horror de maneira harmônica.

Influências de Três Décadas de História

Resident Evil Requiem exibe claramente influências de várias fases da série. A campanha de Grace, por exemplo, evoca o espírito de Resident Evil 7 e o remake do primeiro jogo, enfatizando o terror, a escassez de recursos e a necessidade de resolver quebra-cabeças, com uma protagonista que não tem experiência prévia em bioterrorismo. A vulnerabilidade da personagem impacta diretamente o ritmo da exploração.

Os momentos mais voltados à ação, por outro lado, remetem à filosofia dos remakes de Resident Evil 2 e 4, que souberam modernizar a jogabilidade mantendo a tensão e a gestão cuidadosa dos recursos. Outro aspecto importante é a liberdade de câmera: durante toda a sessão, foi possível alternar entre a perspectiva em primeira e terceira pessoa a qualquer momento, permitindo que cada jogador adapte a experiência ao seu estilo.

Retorno às Raízes com Grace

A campanha de Grace se destaca por se aproximar da essência clássica de Resident Evil. Desde os primeiros momentos, a proposta é desacelerar o ritmo, valorizar a exploração e transformar cada ambiente em um enigma de sobrevivência. O hospital se torna um labirinto interconectado, exigindo constantes idas e vindas para encontrar chaves, desbloquear atalhos e resolver os diversos quebra-cabeças.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br

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