Após a saída de Roger Moore, que interpretou James Bond durante 12 anos, a busca por um novo protagonista começou no meio da década de 1980. O cargo de espião mais icônico do cinema estava disponível e vários nomes surgiram para assumir o papel.
Um dos atores considerados foi Andrew Clarke, uma figura proeminente da Austrália, que na época era conhecido por seu papel como Paul Hogan na série Anzacs, que aborda a Primeira Guerra Mundial.
A proposta surpreendente
Entretanto, ao receber o contrato, Clarke hesitou. O ator expressou sua decepção em relação aos valores e à duração do compromisso proposto.
Em uma entrevista à 007 Magazine (via Far Out), ele comentou: “Eu esperava ganhar um milhão por filme, mas o que me ofereceram foi de apenas 50 mil anuais. Nunca havia visto um contrato de 55 páginas! Eles queriam me amarrar por dez anos.”
Tentativas de negociação
Clarke tentou renegociar os termos, mas não obteve sucesso: “Eu pedi para dobrar o pagamento e reduzir pela metade a duração do contrato. A resposta foi clara: ‘Não, você está a caminho do aeroporto'”.
A escolha final
O papel de James Bond acabou sendo atribuído a Timothy Dalton, que atuou em 007 – Marcado para a Morte (1987). Dalton teve uma passagem breve pela franquia, estrelando apenas dois filmes.
Reflexões de Andrew Clarke
Analisando a situação, Andrew Clarke lamentou a falha na negociação, mas afirmou que não se arrepende de sua decisão. Ele explicou: “Cresci admirando James Bond, então foi uma pena. Fiquei honrado com o convite, mas os termos eram inaceitáveis. Eles queriam me controlar completamente. Mesmo fora das filmagens, poderiam me emprestar para outros estúdios, pagando um salário baixo enquanto exploravam meu trabalho.”
Mais sobre James Bond
+++ LEIA MAIS: Amazon define perfil do próximo 007: jovem, britânico e sem fama +++ LEIA MAIS: Helen Mirren é contra a ideia de escalar uma mulher como o próximo James Bond +++ LEIA MAIS: Denis Villeneuve sobre dirigir próximo James Bond: ‘uma grande responsabilidade’
Fonte: https://rollingstone.com.br
