A arrecadação federal atingiu um novo recorde histórico em 2025, totalizando R$ 2,88 trilhões, conforme divulgado nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal. Esse montante, ajustado pela inflação, representa mais de R$ 2,7 trilhões em valores reais, superando os R$ 2,47 trilhões do ano anterior. Isso resulta em um crescimento real de 3,75%.
Medidas para Aumentar a Arrecadação
Esse resultado é o maior já registrado em um ano desde o início da série histórica da Receita Federal, que começou em 1995, marcando 31 anos de dados. O aumento na arrecadação é atribuído a uma série de ações implementadas pelo governo e pelo Congresso Nacional para elevar a receita. Dentre essas medidas, destacam-se:
A tributação de fundos exclusivos e de ‘offshores’, alterações na tributação de incentivos estaduais, o aumento de impostos sobre combustíveis em 2023, a retomada da confiança no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), restrições ao pagamento de precatórios, a criação de um imposto sobre encomendas internacionais, a reoneração gradual da folha de pagamentos, o fim dos benefícios para o setor de eventos, e o aumento do IOF sobre crédito e câmbio.
Impacto da Economia na Arrecadação
No final do ano passado, o governo e o Congresso aumentaram a tributação sobre juros de capital próprio, fintechs e apostas, embora esses ajustes não tenham refletido na arrecadação de 2025. Além do aumento de impostos, o crescimento econômico também foi um fator significativo para o recorde de arrecadação, como indicam os dados sobre produção industrial, vendas de bens e serviços, massa salarial e importações.
Desafios Fiscais e Meta de Equilíbrio
O aumento na arrecadação é uma das estratégias do governo para equilibrar as contas públicas em 2025. Os dados sobre as contas públicas do ano anterior ainda não foram divulgados, mas existe um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual previsto no novo arcabouço fiscal, que corresponde a cerca de R$ 31 bilhões.
Outras deduções da meta fiscal do ano passado, aprovadas pelo Legislativo, incluem R$ 500 milhões para projetos estratégicos, R$ 40,64 bilhões em precatórios e R$ 3,31 bilhões para ressarcimentos de aposentados e pensionistas. Isso pode resultar em um déficit estimado de até R$ 75,4 bilhões, sem que a meta seja formalmente descumprida.
Previsões e Críticas
Esse valor pode ser ajustado conforme o montante efetivamente pago em precatórios fora da meta e exceções relacionadas a projetos estratégicos. Analistas criticam o alto valor destinado a despesas fora da meta fiscal, considerando isso um obstáculo para o equilíbrio das contas do governo. O Tesouro Nacional projeta que as contas permanecerão deficitárias até 2027, mesmo diante da necessidade de novos aumentos de impostos e do crescimento da dívida pública, que é cuidadosamente monitorada pelo mercado financeiro.
Perguntas frequentes
Qual foi o valor total da arrecadação federal em 2025? A arrecadação federal totalizou R$ 2,88 trilhões em 2025.
Quais medidas foram adotadas para aumentar a arrecadação? Foram implementadas diversas ações, incluindo a tributação de fundos exclusivos, mudanças na tributação de incentivos estaduais, e aumento de impostos sobre combustíveis.
Como o crescimento econômico influenciou a arrecadação? O crescimento da economia foi um fator importante, refletido em aumentos na produção industrial, vendas e massa salarial.
Qual é a previsão para as contas públicas até 2027? O Tesouro Nacional estima que as contas permanecerão no vermelho até 2027, mesmo com a necessidade de novos aumentos de impostos.
Quais deduções podem impactar a meta fiscal do governo? Dedução de R$ 500 milhões para projetos estratégicos e R$ 40,64 bilhões em precatórios são exemplos que podem impactar a meta fiscal.
Fonte: https://g1.globo.com
