O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou sua participação no “Conselho da Paz” proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada na quarta-feira, dia 21.
Objetivos do Conselho
Este conselho foi estabelecido por Trump para promover a paz e auxiliar na reconstrução da Faixa de Gaza, podendo também se envolver em outras disputas internacionais no futuro.
Trump enviou convites a líderes de aproximadamente 60 países, incluindo o Brasil. No entanto, há preocupações na comunidade internacional de que essa estrutura possa diminuir a relevância da Organização das Nações Unidas (ONU).
Regras do Conselho
Uma cópia do estatuto do conselho, obtida pela Reuters, revela que Trump terá um mandato vitalício como presidente. Os países que desejarem um assento permanente deverão contribuir com US$ 1 bilhão (equivalente a R$ 5,37 bilhões), quantia que será gerida por Trump.
Na lista de países que já aceitaram o convite, encontram-se Argentina, Hungria e Marrocos, enquanto o Brasil ainda está em fase de análise.
Preocupações da comunidade internacional
O envio das convites gerou apreensão entre autoridades globais, especialmente na Europa. Diplomatas alertaram que essa iniciativa pode enfraquecer a ONU como um todo. Um deles descreveu a situação como uma ‘Nações Unidas de Trump’, que ignora princípios fundamentais da Carta da ONU.
Um alto responsável da ONU optou por não comentar a proposta, mas ressaltou que a organização é a única capaz de reunir todas as nações, independentemente do seu tamanho. Annalena Baerbock, presidente da Assembleia Geral da ONU, afirmou à Sky News que questionar essa capacidade pode levar a tempos sombrios.
Críticas à proposta
Donald Trump é conhecido por criticar instituições multilaterais, especialmente a ONU, questionando sua eficácia e custos, além de argumentar que muitas vezes não atendem aos interesses dos Estados Unidos.
Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), destaca que a proposta de Trump apresenta falhas, concentrando poder em sua figura. Ele critica a exigência de US$ 1 bilhão para um assento permanente, levantando questões sobre a transparência da gestão e decisões estratégicas.
Conflitos de interesse
Stuenkel também aponta preocupações sobre potenciais conflitos de interesse, uma vez que Trump nomeou seu genro, Jared Kushner, e o conselheiro Steve Witkoff para o conselho, ambos com interesses comerciais na região de Gaza.
Enquanto isso, a ONU continua a alertar sobre a grave situação humanitária em Gaza, que se mantém crítica, independentemente de novos fóruns políticos.
Desdobramentos
Netanyahu foi visto com Trump em uma visita a Israel, ocorrida após a liberação de reféns em 13 de outubro de 2025.
Perguntas frequentes
Qual é o objetivo do Conselho da Paz? O Conselho foi criado para promover a paz e auxiliar na reconstrução da Faixa de Gaza, podendo atuar também em outros conflitos internacionais.
Quantos países foram convidados para o Conselho? Cerca de 60 países foram convidados, incluindo o Brasil, que ainda está avaliando sua participação.
Quanto custa um assento permanente no Conselho? Os países que desejam um assento permanente devem contribuir com US$ 1 bilhão, que será administrado por Trump.
Por que há preocupações sobre a ONU? Há receios de que o Conselho da Paz enfraqueça o papel da ONU, levando a um possível desvio dos princípios da organização.
Quem são os integrantes nomeados por Trump? Trump nomeou seu genro, Jared Kushner, e o conselheiro Steve Witkoff para compor o conselho.
Qual é a situação humanitária em Gaza? A ONU alerta que a situação humanitária em Gaza permanece crítica, independentemente das iniciativas políticas propostas.
Fonte: https://g1.globo.com




