Aproximadamente 1.500 integrantes do Estado Islâmico conseguiram escapar de uma prisão localizada em Shaddadi, no leste da Síria, conforme reportado pela agência Rudaw nesta segunda-feira (20). O estabelecimento prisional era gerido por forças curdas.
Confirmação da FDS
A informação sobre a fuga foi corroborada por um representante das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança militar predominantemente curda que tem sido a principal aliada dos Estados Unidos no combate ao Estado Islâmico na região.
Reconhecimento do Exército Sírio
Anteriormente, o Exército da Síria havia admitido a fuga de militantes, embora não tenha especificado a quantidade exata de detentos que conseguiram escapar. O governo sírio acusou as FDS de terem libertado os prisioneiros.
Conflito pelo controle territorial
As FDS alegam que perderam o controle da prisão após serem atacadas por forças do governo sírio. Por sua vez, Damasco nega ter realizado qualquer ataque e afirma que suas tropas estão operando para garantir a segurança da área e recapturar os fugitivos.
Mudanças no domínio territorial
Este incidente acontece em um contexto de mudança significativa no controle do território sírio. Nos últimos dias, as forças curdas começaram a se retirar de várias áreas do norte e leste do país, após um acordo de cessar-fogo com o governo de Damasco, que marca o fim de anos de domínio curdo nessas regiões.
Acordo de cessar-fogo
O acordo prevê que as forças curdas entreguem ao governo sírio não apenas as prisões que mantinham membros do Estado Islâmico, mas também campos de petróleo, gás e postos de fronteira, que eram motivo de impasse há meses.
Tensões entre curdos e governo sírio
A prisão de Shaddadi era uma das principais instalações de detenção de terroristas sob a administração das FDS, onde milhares de membros do Estado Islâmico estavam encarcerados. Este episódio ocorre em um cenário de tensões crescentes entre a liderança curda e o governo sírio, com as negociações recentes estagnadas após Damasco exigir a incorporação individual dos combatentes curdos às Forças Armadas sírias.
Busca por autoridade total
O governo da Síria busca reafirmar sua autoridade em todo o território nacional, especialmente após a destituição do presidente Bashar al-Assad, prevista para o final de 2024.
Fonte: https://g1.globo.com




