O Banco de Brasília (BRB) informou nesta sexta-feira (23) que está considerando a possibilidade de contrair um empréstimo ou solicitar aportes de seus acionistas para lidar com o rombo financeiro resultante das operações com o Banco Master. A solução financeira deve ser apresentada até março e está em fase de elaboração.
A instituição ainda está avaliando o montante exato necessário para cobrir as perdas, com estimativas que ultrapassam R$ 3 bilhões, conforme reportado pela TV Globo. O plano será enviado ao Banco Central para a devida aprovação.
Alternativas em estudo pelo BRB
De acordo com a nota do BRB, as opções em análise incluem a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) utilizando imóveis da administração pública do Distrito Federal, a contratação de um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a possibilidade de aporte financeiro pelos acionistas.
O governo do Distrito Federal, que é o acionista controlador do BRB, possui 71,92% do capital do banco.
Diálogo entre o governador e o Banco Master
Desde a deflagração da operação Compliance Zero em novembro, o governador Ibaneis Rocha reiterou que o governo do DF tem condições financeiras para “socorrer” o BRB se necessário. No entanto, qualquer medida de capitalização proposta pelo banco precisará da aprovação da Câmara Legislativa do DF.
Recentemente, o BRB também comunicou que o governo do DF já havia manifestado interesse em realizar um “aporte direto” para cobrir os prejuízos associados às transações com o Banco Master.
Origem do prejuízo
Entre 2024 e 2025, o BRB investiu R$ 16,7 bilhões no Banco Master, e o Ministério Público investiga possíveis indícios de gestão fraudulenta nessas operações. Em 2025, o BRB tentou adquirir uma parte significativa do Master, com suporte do governo do DF, mas a negociação foi impedida pelo Banco Central.
Além disso, a Polícia Federal está investigando se o BRB comprou carteiras de crédito problemáticas do Master, analisando possíveis falhas nos processos de governança e aprovação das operações. Em novembro, a operação da PF resultou na demissão do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
Situação atual do BRB
O BRB reforçou em seu comunicado que continua sólido, seguro e operando normalmente, apesar das dificuldades enfrentadas.
Perguntas frequentes
Qual é o prazo para o BRB apresentar uma solução financeira? O BRB tem até março para apresentar a sua proposta de solução financeira em resposta à crise com o Banco Master.
Quais alternativas o BRB está considerando para cobrir o prejuízo? O BRB está avaliando a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário, a contratação de empréstimos do FGC e a possibilidade de aporte de seus acionistas.
Quem controla o Banco de Brasília? O governo do Distrito Federal é o acionista controlador do BRB, detendo 71,92% do capital do banco.
O que motivou a investigação do Ministério Público? O Ministério Público investiga as transferências de R$ 16,7 bilhões do BRB para o Banco Master, suspeitando de gestão fraudulenta.
O que aconteceu com o presidente do BRB? O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado e demitido após a operação Compliance Zero da Polícia Federal.
Como está a situação atual do BRB? O BRB declarou que está operando normalmente e mantém uma posição sólida e segura apesar das dificuldades enfrentadas.
Fonte: https://g1.globo.com




