Na última sexta-feira (23), inúmeras empresas em Minnesota, EUA, suspenderam suas atividades em um ato de protesto contra a presença de agentes do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, nas ruas de Minneapolis. A mobilização foi organizada por líderes religiosos e sindicatos.
Reação ao envio de agentes do ICE
Cartazes com a mensagem “FORA ICE!” foram afixados nas portas dos estabelecimentos, refletindo o clima de indignação em uma Minneapolis coberta de neve, com temperaturas extremamente baixas. Outro cartaz exibia a frase: “SEM TRABALHO. SEM AULA. SEM COMPRAS.” Diversos comércios, incluindo bares, restaurantes, museus e lojas, decidiram fechar suas portas durante o protesto.
Trabalhadores da cidade se preparavam para uma marcha à tarde, que promete ser uma das maiores manifestações contra o governo Trump até agora, segundo os organizadores. O prefeito Jacob Frey e outros líderes democratas descreveram a chegada dos agentes do ICE como uma invasão.
Solidariedade e dor na comunidade
Miguel Hernandez, um líder comunitário e proprietário de uma padaria, que também fechou seu negócio, comentou que a paralisação é uma demonstração de solidariedade com a comunidade, ressaltando a dor e o sofrimento vividos nas ruas. “É uma mensagem para os políticos de que precisam agir além das aparições na mídia”, afirmou.
Embora as escolas em Minneapolis e St. Paul (as chamadas Twin Cities) não tenham fechado, elas ofereceram opções de aulas online para os alunos.
Controvérsias e mortes
A decisão de Trump de enviar agentes do ICE para Minnesota foi motivada por alegações de fraude envolvendo membros da significativa comunidade de origem somali do estado. O presidente se referiu aos imigrantes somalis de maneira pejorativa, afirmando que deveriam ser removidos do país como parte de sua política de deportações.
Os protestos espontâneos se intensificaram após o assassinato da manifestante Renee Good por um agente do ICE, o que gerou uma onda de revolta contra a administração Trump na cidade.
Visita de autoridades e operações em curso
Altos representantes do governo Trump visitaram Minneapolis para apoiar as operações do ICE. O vice-presidente JD Vance declarou que o governo está tentando acalmar a situação. Essa visita é interpretada como um sinal de que Trump enfrenta uma perda de apoio popular em relação às suas políticas de imigração.
Um incidentes que gerou grande indignação ocorreu quando agentes do ICE usaram uma criança de 5 anos como ‘isca’ para realizar uma prisão em sua casa. A criança testemunhou seu pai sendo levado pelos agentes, que depois sinalizaram para que ele batesse na porta dos fundos. O garoto foi posteriormente retirado do local.
Operação de imigração em Minnesota
Atualmente, cerca de 3 mil agentes federais de segurança pública permanecem em Minnesota, parte do que o Departamento de Segurança Interna descreve como a maior operação de imigração já realizada. A cidade se tornou um foco das ações federais, semelhante ao que já ocorreu em Chicago, Los Angeles e Washington.
Perguntas frequentes
Qual é o motivo dos protestos em Minnesota? Os protestos foram organizados em resposta ao envio de agentes do ICE para Minneapolis, como parte da política de imigração do governo Trump.
O que aconteceu com a manifestante Renee Good? Renee Good foi morta a tiros por um agente do ICE durante um protesto, o que gerou indignação na comunidade e intensificou as manifestações.
Como a comunidade reagiu ao envio dos agentes do ICE? A comunidade reagiu com uma série de protestos e fechamentos de negócios, demonstrando solidariedade e oposição à presença dos agentes de imigração.
O que as escolas em Minneapolis fizeram durante os protestos? As escolas em Minneapolis e St. Paul não fecharam, mas ofereceram opções de aulas online para os alunos durante o período de protestos.
Quantos agentes do ICE estão em Minnesota atualmente? Atualmente, aproximadamente 3 mil agentes federais de segurança pública estão em Minnesota, como parte de uma operação de imigração em grande escala.
Fonte: https://g1.globo.com




