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Espanha rejeita convite de Trump para integrar o Conselho da Paz

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou a recusa do convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar do Conselho da Paz. A declaração foi feita após uma cúpula da União Europeia em Bruxelas na noite de quinta-feira (22).

Sánchez destacou que a decisão se alinha ao compromisso de Madri com o direito internacional, a ONU e o multilateralismo. Ele criticou ainda a exclusão da Autoridade Palestina na formação do conselho, que foi criado para supervisionar o governo de transição na Faixa de Gaza.

Lançamento do Conselho da Paz em Davos

Trump apresentou oficialmente seu ‘Conselho da Paz’ durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em uma cerimônia marcada por críticas à ONU e a proposta de um plano de reconstrução para a Faixa de Gaza, que inclui a construção de arranha-céus.

O conselho foi concebido para supervisionar a paz na Faixa de Gaza e a reconstrução do território palestino. A estrutura é considerada por muitos na comunidade internacional como uma tentativa de marginalizar a ONU.

Durante o evento, Trump afirmou que o conselho terá a capacidade de agir autonomamente em Gaza e que seu governo já possui um projeto de reconstrução denominado ‘Nova Gaza’. Ele também mencionou que, assim que o conselho estiver completo, terá ampla liberdade de ação em suas decisões.

Composição do Conselho da Paz

Cerca de 30 dos 60 líderes mundiais que aceitaram participar do conselho estavam presentes na cerimônia. Entre eles, o presidente argentino, Javier Milei. O presidente Lula do Brasil recebeu um convite, mas ainda não deu resposta.

Trump descreveu o dia como ‘muito empolgante’ e reiterou suas críticas à ONU, afirmando que nunca teve um diálogo com a organização. Apesar disso, ele assegurou que seu conselho dialogará com a ONU e que seu foco inicial será a Faixa de Gaza.

Detalhes do plano de paz

A criação do conselho foi prevista na segunda fase do acordo de paz mediado pelos EUA, assinado entre Israel e o Hamas em outubro do ano passado. O plano, que contém 20 pontos, estabelece a Faixa de Gaza como uma zona desmilitarizada sob um governo de transição, supervisionado pelo novo conselho.

A Casa Branca anunciou que o conselho irá promover uma governança eficaz e serviços de qualidade para assegurar a paz e a prosperidade na Gaza. Trump será o presidente vitalício do órgão e terá poder decisório nas votações.

Condições de participação no conselho

De acordo com as regras do conselho, os países membros terão mandatos de três anos, que poderão ser renovados pelo presidente. No entanto, aqueles que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão no primeiro ano terão uma permanência garantida.

Na quarta-feira (21), a Casa Branca informou que 25 países já aceitaram ingressar no Conselho da Paz, incluindo Israel, Argentina, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, entre outros. Até o momento, apenas Noruega, Suécia e Itália se manifestaram em recusa ao convite.

Perguntas frequentes

Qual foi a principal razão para a Espanha recusar o convite? O primeiro-ministro Pedro Sánchez ressaltou a importância de manter o compromisso com o direito internacional e a ONU como razões fundamentais para a recusa.

O que é o Conselho da Paz proposto por Trump? O Conselho da Paz é uma iniciativa criada para supervisionar a paz e a reconstrução na Faixa de Gaza, considerada por muitos como uma tentativa de diminuir a influência da ONU na região.

Quantos países já aceitaram participar do Conselho da Paz? Até o momento, 25 países aceitaram o convite para integrar o Conselho da Paz, conforme anunciado pela Casa Branca.

Quem será o presidente do Conselho da Paz? Donald Trump será o presidente vitalício do Conselho da Paz e terá poderes amplos, incluindo a capacidade de decidir sobre a inclusão de novos membros.

Quais países se manifestaram em recusa ao convite do conselho? Apenas a Noruega, a Suécia e a Itália até agora se pronunciaram recusando o convite para participar do Conselho da Paz.

Fonte: https://g1.globo.com

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