O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá formalizar a criação do ‘Conselho da Paz’ nesta quinta-feira (22) durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. Aproximadamente 60 líderes globais foram convidados para a cerimônia, incluindo o presidente brasileiro Lula, que ainda não se manifestou.
O Conselho da Paz foi idealizado por Trump para promover a manutenção da paz e a reconstrução da Faixa de Gaza, com a possibilidade de intervir em outros conflitos internacionais no futuro.
Segundo o estatuto do conselho, que foi acessado pela agência Reuters, Trump terá um mandato vitalício como presidente e amplos poderes. Nações que desejarem um assento permanente precisarão contribuir com US$ 1 bilhão (equivalente a R$ 5,37 bilhões). Essa quantia será gerida pelo presidente dos EUA.
Preocupações da comunidade internacional
Entretanto, a criação do Conselho de Paz suscita preocupações internacionais, uma vez que alguns temem que ele possa funcionar como uma ‘ONU paralela’, enfraquecendo a Organização das Nações Unidas.
Aspectos do Conselho da Paz
A proposta do conselho deriva da segunda fase do acordo de paz mediado pelos EUA, que foi assinado em outubro entre Israel e o Hamas. O plano, divulgado pela Casa Branca no final de setembro, consiste em 20 pontos e propõe que a Faixa de Gaza seja uma área desmilitarizada, sob a supervisão de um governo transitório formado por um comitê palestino tecnocrático.
Funcionamento e estrutura
A Casa Branca afirma que o conselho terá uma função consultiva, ajudando a administrar a governança da Faixa de Gaza, que começou suas atividades em Cairo sob a liderança do ex-vice-ministro palestino Ali Shaath e outros 14 membros. O objetivo é promover uma gestão eficaz e serviços de qualidade para a população da região.
Entretanto, a proposta enfrenta críticas de diplomatas e analistas que expressam ceticismo quanto à sua eficácia. O apresentador Marcelo Lins, por exemplo, questionou a viabilidade da ideia durante um programa da GloboNews.
Implicações para a ONU
Fontes diplomáticas indicam que há uma preocupação significativa, principalmente entre países europeus, de que o conselho possa comprometer a atuação da ONU. Um diplomata chegou a caracterizar a iniciativa como uma ‘Nações Unidas de Trump’, que ignora os princípios fundamentais da Carta da ONU.
Presidência e membros do conselho
Donald Trump será o presidente inaugural do Conselho da Paz, exercendo poderes decisivos, incluindo a palavra final em decisões e a capacidade de convidar ou excluir países. O estatuto estabelece que os membros do conselho terão mandatos de três anos, mas a contribuição de US$ 1 bilhão assegura um assento permanente.
Na sexta-feira (16), a Casa Branca anunciou os sete membros fundadores do conselho, que incluem Marco Rubio, um dos principais aliados de Trump.
Perguntas frequentes
O que é o Conselho da Paz? O Conselho da Paz foi criado por Trump para ajudar na manutenção da paz e reconstrução da Faixa de Gaza, além de outros conflitos internacionais potenciais.
Como funcionará o Conselho da Paz? O conselho terá um papel consultivo e apoiará um comitê de administração temporária da Faixa de Gaza, promovendo serviços e governança eficazes.
Qual o papel da ONU em relação ao Conselho da Paz? Há preocupações de que o Conselho da Paz possa comprometer a atuação da ONU, sendo visto como uma estrutura alternativa que ignora princípios da organização.
Quem presidirá o Conselho da Paz? Donald Trump será o presidente do Conselho da Paz, com amplos poderes e a capacidade de decidir sobre a inclusão de países.
Quem são os membros fundadores do conselho? Os sete membros fundadores do conselho, escolhidos por Trump, incluem destacados políticos como Marco Rubio.
Fonte: https://g1.globo.com




